sexta-feira, 2 de março de 2012

Como e porque o tarot funciona.

É impossivel falar no 
estudo dos arquétipos sem
mencionar a contribuição 
de Carl Gustav Jung.
O objetivo desse texto não é racionalizar, mas quando se fala de cartomancia não tem como não recorrermos a Jung e sobre o que ele falou sobre o que chamamos de inconsciente coletivo. Jung falou muito sobre a interdependência de nosso inconsciente com nosso estado consciente. Por inconsciente coletivo, entende-se por um quadro universal de símbolos e imagens entendidos como arquétipos, ou seja, universais ao ser humano. O mesmo também falava sobre a sincronicidade ou pensamento sincronístico que, a grossas linhas e de modo geral, é a ligação dos nossos pensamentos e da nossa mente com ações no tempo. 

Para Campbell, talvez a maior autoridade intelectual em mitologia diz que o mito são pistas para as potencialidades da vida humana. Mitologia é aprendizado, conhecimento e experiência.  

Joseph Campbell, em entrevista a
Bill Moyers. Campbell é uma
autoridade mundialmente conhecida
no campo da mitologia.
Resumindo: na teoria, tudo e todos estão, de uma ou de outra forma conectados. O que o tarot faz é, através da escolha inconsciente das cartas, trazer à tona símbolos e mensagens simbólicas que o consulente precisa saber naquele momento. Quem lê as cartas é um facilitador, talvez um mediador desse processo. E essa é a parte mais difícil: fazer com que o consulente entenda essas verdades.

É natural que muitos encarem esse tipo de arte com um certo tipo de ironias e não são poucos os que fazem suas "brincadeiras" ou seus "testes" pra ver se realmente funciona. Quanto à isso, não creio que valha a pena falar mais do que já foi falado. Só arrisco em dizer que deve ser muito chato ver a vida de um modo totalmente científico e racional - ou pelo que, em nossa ignorância, entendemos como racionalidade ou ciência. 

Cartomante retratada na arte: A leitora do
futuro
de Frédéric Bazille, 1841-1870.
Há séculos as pessoas recorrem às cartas para saber sobre seu passado, presente e futuro. Um argumento simples é o da funcionalidade: pois se as cartas respondem, se recorre à elas mais uma vez, e isso pode acontecer em uma escala de dias ou de gerações. Desde que tive a oportunidade de trabalhar com o tarot, aprendi e errei muito, ao passo que também já presenciei muitas expressões de perplexidade e espanto: e o melhor, sem ter de me utilizar somente disso pra provar que funciona. Até mesmo porque, provar ninguém precisa provar. Para um bom entendedor, um bom conjunto de argumentos já é o suficiente. E quem já teve a vida transformada pela conversa com as cartas também pode exemplificar. 

"O pensamento lógico pode te levar de A até B. A imaginação pode te levar a qualquer lugar". 

Einstein. 

3 comentários:

AugustoCrowley disse...

Amei a ultima frase!

Asterion disse...

Embora compactue com as teorias sobre inconsciente coletivo e arquétipos eu não descartaria a influência de espíritos e outras entidades numa leitura pois não foram raras as vezes que senti presenças em seções de leituras. Além do mais o próprio "Tarot" acaba por criar uma egrégora para sí, independente e passível de nutrição.

Ever Faun... disse...

"Só arrisco em dizer que deve ser muito chato ver a vida de um modo totalmente científico e racional - ou pelo que, em nossa ignorância, entendemos como racionalidade ou ciência. "

Eu como Pesquisador na Biologia fico entre a "Serpente e a espada", mas no final o balanço é positivo para ambas as coisas. No fundo, todo cientista é um pouco "crente" naquilo que está tentando testar ou provar para o mundo, ele deve acreditar em suas hipoteses antes de realizar sua pesquisa.. é incrivel...