quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Casei-me com uma Feiticeira (René Clair, 1942)

Em “I Married a Witch”, Veronica Lake literalmente encarna uma típica bruxa femme fatale da comédia romântica: Jennifer. Tendo sido condenada à fogueira no século XVII por prática de bruxaria, junto ao seu pai Daniel (Cecil Kellaway), reencarna novamente em 1942, junto à alma de seu pai. Jennifer encontra um descendente de Wooley, que havia lhe denunciado, levando-a para fogueira. Decide então, com a ajuda do seu pai, por seduzir Wallace Wooley (Fredric March) que atualmente encontra-se às vésperas do seu casamento e vingar-se pelo assassinato de alguns séculos atrás que acontecera por culpa dos seus ancestrais. Porém, em uma série de situações engraçadas um feitiço vira contra a feiticeira levando a um final, no mínimo, engraçado.

Particularmente gosto das cenas em que, logo depois de terem os espíritos libertados, pai e filha – ainda incorpóreos – analisam a sociedade estadunidense em que se encontram. “Olhem como dançam, como tudo mudou. Nunca imaginei que veria roupas como essas na Nova Inglaterra.” Diz Jennifer. “Não podem ser descendentes daqueles puritanos que conhecemos” completa o pai, Daniel. Ainda sem forma física, Jennifer comenta “Seria bom ter lábios. Lábios para sussurrar mentiras... lábios para beijar um homem e fazê-lo sofrer” representando a bruxa folclórica como a perturbadora e causadora do caos – não sendo diferente da outra vida, em que destruía as colheitas da vizinhança e fazia com que as vacas não dessem mais leite. Ainda como espectros, depois de colocar fogo no Hotel em que Wooley está hospedado, assumem forma física para dar prosseguimento aos seus planos.

Jennifer conjurando.

Jennifer e Wallace. 

Gosto da criatividade dos efeitos especiais dessa época.
“She knows all about love potions... and lovely motions!” 
Para assistir: Filme + Legenda.
Sobre o filme: Preto e branco, áudio em inglês, legendas em português.
Palavras-chave: Feitiçaria, Maldição, Romance, Poções de Amor, Contemporaneidade.

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